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sábado, agosto 04, 2012

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Citação [2]

A voz da garota estava tão aguda que mais um pouco só os morcegos conseguiriam ouvi-a, mas atingira um tal nível de indignação que ficou temporariamente muda, e Rony aproveitou a oportunidade. pg. 298

Harry Potter e as Relíquias da Morte
J. K. Rowling

sexta-feira, junho 29, 2012

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Citação

-Quando você limpou esta casa de tudo que tinha valor... - começou Harry, mas Mundungo interrompeu-o outra vez
-Siris nunca ligou para aquela lixaria...
Ouviram um som de pezinhos apressados, um lampejo de cobre reluzente, uma batida metálica e ressonante e um grito de dor. Monstro tinha corrido até Mundungo, acertando-o na cabeça com uma caçarola.
-Tira ele daí, tira ele daí, ele devia ser preso! - berrou o bruxo se encolhendo quando Monstro tornou a erguer a caçarola de fundo pesado.
-Monstro, não! - gritou Harry
Os braços finos de monstro estremeceram sob o peso da caçarola que segurava no alto.
-Só mais uma vez, meu senhor Harry, para dar sorte.
Rony riu.
-Precisamos dele consciente, Monstro, mas se houver necessidade de persuadi-lo, você fará as honras da casa. - disse Harry - pg. 176

Harry Potter e as Relíquias da Morte
J. K. Rowling

domingo, julho 31, 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

Aviso: Contém spoilers

Assisti ao filme ontem à tarde e... bom, não sei bem se gostei ou não. Verdade seja dita, não sou grande fã dos filmes de Harry Potter, os livros são muito melhores. Ok, nessas horas sempre tem quem diga que isso é lógico, que não dá para colocar todos os detalhes na tela, ou o filme duraria dez horas. Mas não se trata de colocar tudo no filme, trata-se de não fazer uma adaptação mal feita.

Minha birra começou quando tinha uns 12 ou 13 anos e o primeiro filme foi lançado. Eu ainda não tinha lido os livros (naquela época tinha sido lançado apenas até o Cálice de Fogo). Ganhei os três primeiros de aniversário e logo depois assisti A Pedra Filosofal. Foi decepcionante não ver a prova das Poções que Hermione soluciona, não daria cinco minutos a mais e nem precisaria de uma produção muito grande.
Da Câmara Secreta não lembro muita coisa. Depois veio o Prisioneiro de Azkaban... cadê os Marotos??? E olhe que nessa época eu nem estava envolvida com fanfictions ainda. Ainda assim, foi provavelmente o melhor filme até aquele momento.
No Cálice de Fogo, Dumbledore quase batendo em Harry quando o nome do garoto é lançado pelo cálice e ele se torna um campeão do Torneio Tribruxo. Cortar cenas ok, mais ou menos, mas mudar a personalidade dos personagens? No original, o diretor fica super preocupado e de maneira nenhuma usa Harry como isca.
A Ordem da Fênix: qual parte de Harry e James Potter são idênticos exceto pelos olhos o pessoal da produção não entendeu? Ainda assim, a história foi compreensível mesmo para quem não leu os livros. Ponto para o filme.
Enigma do Príncipe: droga, metade do filme foi casalzinhos para um lado e para o outro. Fora aquele fogaréu absurdo que o Dumblendore conjura na caverna. Too much Lord of the Rings.

Relíquia da Morte – Parte 1 – foi o melhor dos filmes, embora já ouvi quem diga que não acontece muita coisa nele.

Relíquias da Morte – Parte 2 – Ok, podia ser muito pior.
Alguns detalhes fazem diferença. Acaba de ser dito que Harry tem os olhos da mãe. Aí aparece Harry com baita olho azul. Em seguida mostra Lily criança com um olho escuro, castanho possivelmente. Ãhn... Lily Evans e Harry Potter são conhecidos pelos olhos extremamente verdes...


Agora, cenas bizarras: Harry caindo de um penhasco  com Voldemort. Como assim? Tudo bem, foi melhor do que eu imaginei quando vi essa cena do trailer, mas ainda assim, de onde isso surgiu? E aquele exército se aproximando do castelo? De novo: too much Lord of the Rings. Sem contar que, Dementadores voando no terceiro filme já foi estranho, mas Comensais da Morte voando?
Embora a cena do castelo sendo protegido, desde as estátuas transfiguradas por McGonagall até os feitiços formando uma cúpula azul, tenha ficado muito boa.

Agora, o que eu realmente senti falta foi de um gancho que pra mim uniu toda a série de livros. Acompanhe: a profecia diz que Harry teria um poder que Voldemort não poderá compreender. Dumbledore, se não me engano, mais tarde diz a Harry que esse poder é o amor, o que não deixa o menino muito animado. Também é explicado logo no começo da história, que Voldemort não consegue tocar em Harry (pelo menos, até o Cálice de Fogo) por causa do que Lily fizera se colocando na frente do filho para que ele não fosse morto.
Quando Voldemort mata Harry e ele vai parar numa espécie de Estação King’s Cross, Dumblendore tece algum comentário sobre ele ter se deixado morrer. Harry comenta “Eu nem tentei me defender”, o professor acrescenta “E isso fez toda diferença.” Por amor aos amigos, Harry se deixou morrer. Quando volta e enfrenta Voldemort no Salão Principal de Hogwarts, Voldemort tenta lançar um feitiço de “silêncio” em todos, mas o feitiço não dura. Isso acontece duas vezes. Da mesma forma que ele não podia tocar em Harry por causa de Lily, ele não podia enfeitiçá-los por causa de Harry. O que permitiu que Voldemort fosse enfim destruído. Esse gancho pra mim fez muita falta...

Mas de todos os filmes, a melhor personagem foi Minerva McGonagall, interpretada por Meggie Smith. Ela é bem a professora que eu imaginava dos livros.

quinta-feira, junho 23, 2011

Não Direi que é Paixão

Minhas fanfics estão inseridas no universo de Harry Potter, mais especificamente na Época dos Marotos, alguns dos personagens que, acredito, temos mais liberdade em trabalhar.

Baseada na cena da Penseira no 5º livro da série, em algumas fics que já tinha lido e em uma música do desenho Hércules da Disney, surgiu minha primeira história: Não Direi que é Paixão (não por acaso, o mesmo título da música). Ao todo, levou quase 6 anos para ser publicada no fanfiction.net, entre colégio, cursinho, vestibular e início da faculdade, com 2 anos que precisei ficar afastada. Há um ou outro clichê, cenas de filmes, séries ou livros que pareceram interessantes de serem citados, além de versos de músicas e, claro, o material original, que é o centro da fic.



Não sei o quanto é perceptível, mas o jeito de escrever mudou consideravelmente do início até o fim, e só não mudou mais, porque todo o esqueleto da história já estava pronto quando comecei a postar. Fora os anos que se passaram para mim como autora, algumas características dos personagens se alteram ao longo do enredo, assim como os acontecimentos relatados.
Um exemplo:
Início:
No final daquela tarde, os marotos se dirigiram ao fundo do salão comunal. Ainda não tinham se sentado quando viram o quadro se mexer e uma Lílian furiosa adentrar o aposento.
-Ai, meu Merlim. O que é isso? – perguntou Tiago
-Confusão. – respondeu Sirius
-Gritos. – falou Pedro
Ela se aproximava.
-Problema
-Berros.
Estava cada vez mais perto.
-Complicação.
-En...
-Tá, já entendi. – falou Potter
-...crenca e das grandes. – terminou Sirius.
-Vocês têm problemas? Ou o ego de vocês é tão grande que não cabe um pingo noção na cabeça de vocês. – ela explodiu
-An... Evans – Tiago não achou seguro chamá-la de qualquer outra coisa.
-A troco de quê vocês modificaram a minha poção?

Mais para o fim:
Uma nova música começa com som de sinos e um ar de mistério. Ela decide parar de fazer passos aleatórios e dançar a música toda.
Com movimentos lentos seguia o ritmo da música que adquire o tom de uma música celta. Os movimentos de seus braços eram suaves, os de suas pernas precisos. As mãos e os cotovelos brincavam no ar como se aquilo fosse simplesmente fácil. Os pés se mexiam graciosamente sem quase saírem do lugar. Aqui e ali um giro delicado.
Os acordes se tornaram mais agitados e Lily também dançava mais rápido, por vezes executando pequenos passos que lembravam sapateado. Agora ela se deslocava mais pela sala, mais saltos e mais giros. Nenhum de seus movimentos perdeu em graciosidade, era tão leve… Toda força necessária era mascarada com beleza…
Por aqueles instantes, não se lembrava de nada, nada mais importava. Ela estava em um lugar de onde nunca mais gostaria de sair, era como se sonhasse acordada.
Não apenas seus braços e pernas acompanhavam as notas, como também a expressão de seu rosto. Era alegre e seus olhos faziam aquela coreografia parecer algo vivo. A cada batida mais forte ela executava um salto.
O lugar era iluminado por algumas velas, as quais projetavam diversas imagens da bailarina grifinória. Elas se fundiam parcialmente na parede criando um ar de conto de fadas.
A música tem uma parada repentina e recomeça com sons de um lento violino. A face dela adquire uma expressão mais sonhadora, as mãos desenham delicadamente no ar.
Novamente o ritmo acelera. Lily fecha os olhos ao iniciar uma seqüência de giros atravessando a sala. Ao abri-los novamente para olhar seu reflexo no espelho...

Foi  muito divertido ir recebendo os comentários conforme a fic ia sendo publicada. Um dos capítulos (curto, é verdade) não estava planejado e foi inserido por sugestão de uma leitora. 

A experiência constante de ir aprendendo a colocar situações e sentimentos em palavras é impagável.