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quarta-feira, maio 02, 2012

Resenha: Persuasão - Jane Austen

Aos 19 anos, Anne Elliot, filha de Sir Walter Elliot, se apaixona pelo jovem capitão da Marinha Frederick Wentworth. Mas como ele não tivesse posses, a família se opôs ao casamento. A isso a moça conseguiria resistir, mas quando Lady Russell, uma senhora que quase lhe substituíra a mãe quando esta morreu, interferiu, o noivado terminou.

Levada a pensar que aquela seria uma união imprudente com poucas chances de dar certo, e acreditando que também agia para o bem dele, Anne se afastou do rapaz. Inconformado, o capitão saiu do país.

Anos se passaram, e aos 27 anos, Anne tinha perdido a beleza da juventude e continuava solteira. Nessa época, Sir Elliot andava gastando mais do que sua renda podia suportar. Para arrumar suas finanças, causando a menor vergonha possível, ele é convencido a se mudar do belo Solar de Kellynch para uma casa consideravelmente menor em outra cidade, Bath.

Sem muita consideração por Anne, o pai e a irmã mais velha se mudam na companhia de uma amiga da família e a deixam por um tempo fazendo companhia para a irmã mais nova, Mary, que já era casada e morava por perto.

Pouco depois, o Almirante Croft e sua esposa se mudaram para o Solar que tinham alugado. Por coincidência, a senhora Croft era irmã do Capitão Wentworth e passado algum tempo, ele foi visitar a irmã e permanecer com ela por algumas semanas.

O reencontro entre os ex-noivos foi inevitável e formal. O Capitão passou a dar atenção às senhoritas Musgrove, cunhadas de Mary, e Anne podia apenas assistir a isso.

Após alguma convivência, todo o grupo foi passear em Lyme, uma cidade próxima. Lá, o rosto de Anne pareceu rejuvenescer novamente chamando particularmente a atenção  de um cavalheiro que passava pela rua. Mas um acidente repentino muda os planos de regresso.

Quando a moça finalmente vai para Bath para voltar a morar com o pai e a irmã, não imaginava o que viria a seguir. Pessoas do passado voltam a aparecer e parecem poder mudar o rumo da história.
Por essa sinopse talvez pareça que são personagens demais, mas o leitor não fica perdido em nenhum momento da narrativa. Tenho uma edição bilíngue (a da primeira figura) que tem a capa linda, mas é uma tortura ler em inglês, porque as letras são bem pequenas.

De todo modo, esse livro é um dos que mais gosto de Jane Austen. As reações e os pensamentos de Anne conforme os acontecimentos vão se sucedendo são muto reais. O livro tem um enredo aparentemente simples, mas os detalhes da caracterização das personagens, típico da autora, trazem uma riqueza enorme. A sensibilidade de Jane Austen ao conseguir captar esses sentimentos, dos pequenos aos grandes, é maravilhosa.

Embora para mim é um pouco estranho que a Anne seja descrita como uma mulher que não tem mais "o frescor da juventude" quando ela tem apenas 27 anos. Em todo caso, talvez isso fique mais compreensível ao se pensar em qual era a expectativa de vida da época. Ainda assim...

terça-feira, maio 01, 2012

Resenha: O Trono de Fogo - Rick Riordan

"Esta é uma transcrição de um arquivo de áudio. Carter e Sadie Kane tornaram-se conhecidos por uma gravação que recebi no ano passado e transcrevi no livro A Pirâmide Vermelha. Este segundo registro chegou a minha casa logo após a publicação de primeiro, então suponho que os Kane confiam em mim o suficiente para que eu continue a contar sua história.
Se este relato for verídico, os novos acontecimentos só podem ser descritos como alarmantes. Pelo bem dos Kane, e do mundo, espero que tudo não passe de ficção. Caso contrário, estamos todos muitíssimo encrencados."

Após destruir a Pirâmide Vermelha e descobrir quem era o verdadeiro inimigo, Carter e Sadie espalharam mensagens na esperança de recrutar novos magos. O Trono de Fogo começa quando os dois irmãos com mais dois aprendizes tentam entrar sorrateiramente no Museu do Brooklyn. Algo dá certo, algo dá errado e eles conseguem fugir de volta para o quartel general do 21º Nomo da Casa da Vida na própria cidade. Uma aprendiz em coma, um rastro de telhados pegando fogo e mais um prazo ridiculamente curto para cumprir.

O equinócio está cada vez mais próximo e nesse dia, em que a duração do dia e da noite são iguais, Apófis pretende se reeguer. Para evitar isso, ou pelo menos contrabalancear as forças no Maat e do Caos, Sadie e Carter tentarão despertar Rá: o primeiro deus egípcio que há milênios foi para uma aposentadoria forçada, e que ninguém sabe onde está. Para isso, precisarão reunir as três partes do Livro de Rá espalhadas pelo mundo e fazer a viagem pelo Barco Solar que Rá fazia todas as noites.

Amós está de volta e assumirá as aulas dos vários aprendizes da Casa do Brooklyn quando os dois sobrinhos saírem em sua busca. Bastet fará uma viagem até as profundezas do Duat para checar a prisão da Serpente e manda um amigo para ajudar os dois garotos.

Em meio a tudo isso, há o dia do aniversário de Sadie e, apesar dos protestos, ela resolve ir sozinha a Londres para rever as amigas. Lá, mais coisas não saem como previsto e um homem de 1 metro de altura chega para salvar o dia. Muitas outras situações se desenrolam ao longo do livro até que o combate no Duat traz uma ajuda inesperada.

Com velhos e novos personagens muito bons e um enredo bem criativo, O Trono de Fogo foi uma ótima continuação para a série. Na contra capa do livro há um comentário do Booklist que achei que cabe perfeitamente no livro:

"Riordan mistura cenas fortes de ação, magia poderosa e pausas cômicas a sentimentos particulares, como amor, ciúmes e insegurança, o que torna seus jones heróis absolutamente humanos."

terça-feira, abril 03, 2012

Resenha: A Pirâmide Vermelha - Rick Riordan

"O que você vai ler neste livro é a transcrição de um registro digital. Em certos pontos, a qualidade do áudio era ruim, por isso algumas palavras e frases representam o melhor palpite do autor. Sempre que possível, ilustrações de símbolos importantes mencionados na gravação foram adicionadas. Ruídos de fundo, como os de xingamentos, agressões e tabefes entre os dois locutores, não foram transcritos. O autor não assegura a autenticidade do registro. Parece impossível que seja verdade o que dizem os dois jovens narradores, mas você, leitor, deverá decidir por si."

A Pirâmide Vermelha é o primeiro volume de uma nova série de Rick Riordan, As Crônicas dos Kane. A história é narrada em primeira pessoa alternadamente pelos dois protagonistas. Desta vez, o pano de fundo é a mitologia egípcia.

No natal, Carter e Sadie Kane são levados pelo pai ao British Museum à noite. Ele dizia que faria "tudo voltar a ser como era". Mas os jovens logo veem que alguma coisa saiu errada quando a Pedra de Roseta explode e surge um homem envolto em chamas que faz seu pai desaparecer sob o chão. Sem contar dois estranhos que aparecem logo em seguida querendo matá-los e um inspetor de polícia se negando a acreditar na história deles e acusando Julius Kane de terrorismo.

O tio deles então os leva para uma mansão no Brooklin onde, teoricamente, estariam protegidos. Lá é o Vigésimo Primeiro Nomo da Casa da Vida, uma organização milenar dos magos egípcios.

Mais percalços pelo caminho, a mansão é destruída e os irmãos vão parar no Primeiro Nomo, localizado no Cairo. Lá, seu treinamento em magia começa, mas é brusca e quase instantaneamente interrompido quando os dois são acusados de abrigarem deuses dentro de si.

Como se não bastasse, em meio a tudo isso, o cara das chamas, também conhecido como deus Set, planeja destruir a América do Norte. Com a ajuda de Bastet, a deusa gata, Carter e Sadir viajam a procura de um jeito de impedir o deus vermelho e salvar o pai.

Ao longo do caminho, enquanto fogem dos magos da Casa da Vida e procuram ingredientes para seu plano, eles vão descobrirndo detalhes da misteriosa morte da mãe anos antes, ficam sabendo mais sobre a origem de sua família e as implicações de tudo isso. E, ao perceber que estão mais acompanhados do que pensavam, encontram um poder que não podiam imaginar.

Rick Riordan acertou mais uma vez na fusão de uma mitologia antiga com o contexto atual. O texto é dinâmico, os acontecimentos vão se sucedendo em um ritmo sensacional. Os personagens também são ótimos, destaque para um babuíno chamado Khufu e um crocodilo chamado Filipe da Macedônia.

sábado, março 31, 2012

Resenha: A Estratégia da Lagartixa, Uma viagem pelos bastidores da medicina - Dário Vianna Birolini

Esse livro de título curioso foi escrito pelo cirurgião Dário Vianna Birolini. A primeira vista parecem causos contados em uma ordem cronológica desde a entrada de um jovem na faculdade de medicina até depois da sua entrada no mercado de trabalho. Embora escrito em primeira pessoa, o autor avisa que não se trata de uma obra autobiográfica, mas composto de histórias tanto que viveu quanto que ouviu de várias pessoas.

Porém, a exposição de eventos desconexos tornaria a narrativa muito enfadonha. Assim, pensei em escrever, em sequêmcia cronológica, sobre a formação e o dia a dia de um médico, enquanto relato um pouco a nossa rotina, tantas vezes imaginada de forma diferente, romântica.

Na Introdução, é mostrado o motivo do título e o objetivo do livro: desmistificar a imagem infalível e super heróica do médico.

Desculpe-me, leitor, mas pretendo decepcioná-lo contantemente.
Sabe aquele médico de família excelente, solícito e que sempre acerta? Ele também já teve o seu primeiro paciente. Sofre as angústicas, dúvidas, medos e fraquezas do nosso dia a dia. Engana-se. Fica doente, alimenta-se e possui as mesmas necessidades fisiológicas que todos nós.

Mostrando que médicos, como todo ser humano, podem errar, ficam doentes e, pasmem, se cansam e precisam dormir - inclusive nos plantões.

A escrita é leve, bem humorada e não tem uso de jargões médicos. Nesse tom, traz reflexões importantes ao longo do caminho sobre a formação médica, as novas faculdades de medicina, a exploração da medicina e convênios por vezes parecendo sabotar a atuação médica, a diferença entre complicação e erro médico, o surgimento da medicina defensiva.

O livro é simplesmente uma delícia de ler, e certamente não vai agradar apenas a quem é da área médica.

Deixo algumas citações só para dar um gostinho:

[Bandejão Lavoisier] Brincávamos que os cozinheiros eram adeptos da teoria de que nada se perde e tudo se transforma, principalmente quando o cardápio da semana incluía, consecutivamente, bife, estrogonofe e carne moída...

Nunca me deixariam picar a primeira veia numa criancinha ou em alguém fazendo quimioterapia. Como eu não possuía a habilidade daqueles auxiliares que acham veia até em orelhão telefônico, me indicaram um senhor que possuía vasos extremamente dilatados e visíveis.

Quando solicitamos uma pizza e ela demora a chegar, esfria e acaba com nosso prazer de comê-la quentinha. Entretanto, quanto mais rápida ela chegar, maiores serão as chances de o entregador cometer maluquices no trânsito e recebermos uma "meia oito queijos e meia sem recheio". Também detestamos isso.

-Todo dia morre um motociclista e se quebram outros tantos, mas sempre, sempre a culpa é de uma mulher que os fechou!
Independentemente do tipo de acidente, a culpa nunca é deles. Outra pergunta que faço é se, apesar de terem sido fechados pela tal mulher hipotética, estavam dirigindo muito rápido ou de forma imprudente
A resposta é uma negativa em 100%. Fantástico! Tudo indica que, ao contrário do que eu imaginava, os acidentes só ocorrem com motobóis prudentes e vagarosos em razão de mulher barbeira?

As pessoas precisam tomar cuidado com essa associação [o que é natural é bom]. Cocaína, tabaco e fezes têm origem natural, mas, se ingeridos, fazem mal. E qual água é mais saudável: a dos rios ou a engarrafada? De vez em quando é preciso refletir.

domingo, fevereiro 26, 2012

Resenha: Sobre Histórias de Fadas - J. R. R. Tolkien

Bom, acho que sobre esse livro não saiu bem uma resenha, embora eu tenha enquadrado nesse marcador. Saiu mais uma mistura de resenha com citações. O texto dessa obra é complexo, como deve dar para perceber nos trechos abaixo. Além disso, há menção a várias histórias, não apenas nominalmente, mas ao enredo e às personagens delas, e, particularmente, conhecia poucas.

De qualquer maneira, saindo um pouco das narrações fantásticas de "O Hobbit", "O Senhor dos Anéis" e suas outras obras semelhantes, Tolkien faz um ensaio falando um pouco de sua concepção do que são "Histórias de Fadas".

"O Belo Reino [Reino Fantástico] é uma terra perigosa, e nela existem armadilhas para os incautos e calabouços para os demasiado audazes. E posso ser considerado demasiado audaz, porque, apesar de ter sido um amante de histórias de fadas desde que aprendi a ler e de pensar sobre elas de tempos em tempos, nunca as estudei profissionalmente. Tenho sido pouco mais do que um explorador errante (ou transgressor) nessa terra, cheio de admiração, mas não de informações."

O autor de certa forma se propõe a responder três perguntas:
-O que são histórias de fadas
-Qual a sua origem?
Quais são as origens das “histórias de fadas”? Isso, é claro, deve significar a origem ou as origens dos elementos fantásticos. Perguntar qual é a origem das histórias (não importa como estejam classificadas) é perguntar qual é a origem da linguagem e da mente.

- Quais são, se é que existem, os valores e as funções das histórias de fadas hoje?

A princípio, fala um pouco do que não são histórias de fadas:
-Histórias de viajantes - como as Viagens de Gulliver
"Temo que tenha sido incluída simplesmente porque os liliputianos são pequenos, diminutos até - a única razão pela qual são notáveis. Mas a pequenez, no Belo Reino como em nosso mundo, é apenas um acidente. Os pigmeus não estão mais próximos das fadas do que os patagônios. [...] Excluo-a porque o veículo da sátira, por mais que seja uma invenção brilhante, pertence à classe das histórias de viajantes. Tais narrativas relatam muitos prodígios, mas são prodígios para ver neste mundo mortal, em alguma região do nosso próprio tempo e espaço; somente a distância as oculta."

 
 -Histórias que usam sonhos para explicar suas partes fantásticas
"Às vezes um sonho real pode de fato ser uma história de fadas de tranqüilidade e destreza quase élficas - enquanto está sendo sonhado. Mas, se um escritor desperto lhe disser que seu conto é apenas uma coisa imaginada durante o sono, ele defraudará deliberadamente o desejo primordial no coração do Belo Reino: a compreensão do feito prodigioso imaginado, não importa a mente que o conceba."
 
-Fábulas de animais
"A fábula de animais, é claro, tem ligação com as histórias de fadas. Animais, pássaros e outras criaturas muitas vezes falam como homens nas verdadeiras histórias de fadas. Em parte (muitas vezes pequena), esse prodígio decorre de um dos “desejos” primordiais que estão próximos ao coração do Belo Reino: o desejo dos homens de se comunicar com outros seres vivos. Mas a fala dos animais, no tipo de fábula que se desdobrou em um ramo separado, tem pouca relação com esse desejo, e freqüentemente se esquece dele por completo. [...] Mas nas histórias que não envolvem nenhum ser humano - ou nas narrativas em que os heróis e heroínas são animais e os homens e mulheres, quando aparecem, são simples coadjuvantes - e principalmente naquelas em que a forma animal é apenas uma máscara sobre um rosto humano, um artifício do satirista ou do pregador, nessas histórias temos fábulas de animais e não histórias de fadas"

Após esse ensaio, há um conto chamado "Folha por Niggle", que achei interessante, mas tenho a sensação de ter entendido muito pouco dele. Algo que possivelmente apenas vai mudar com tempo e releituras .

O conto tem como personagem principal Niggle, um pintor comum de bom coração que vive quase isolado. Constantemente reclama de todas as coisas que tem para fazer e que interrompem sua pintura. Um dos seus quadros cresce a ponto de ele precisar de uma escada para continuar, uma paisagem interminável. Ele acaba tendo de viajar e a partir daí a história fica mais difícil de acompanhar. Ele passa por alguns lugares até chegar... Bom, só lendo para saber.

Epílogo:
Provavelmente todo escritor que faz um mundo secundário, uma fantasia, todo subcriador, deseja em certa medida ser um criador de verdade, ou espera estar se baseando na realidade: espera que a qualidade peculiar desse mundo secundário (senão todos os detalhes) seja derivada da Realidade, ou flua para ela. Se conseguir de fato uma qualidade que possa ser descrita honestamente pela definição de dicionário - “consistência interna da realidade” -, é difícil conceber como isso pode acontecer se a obra não tiver algumas características da realidade. A qualidade peculiar da “alegria” na Fantasia bem-sucedida pode portanto ser explicada como um repentino vislumbre da realidade ou verdade subjacente. Não é apenas um “consolo” para o pesar do mundo, mas uma satisfação, e uma resposta à pergunta: “É verdade?” A resposta a essa pergunta que dei inicialmente foi (muito corretamente): “Se você construiu bem seu pequeno mundo, sim, é verdade nesse mundo”. Isso basta ao artista (ou à parte artística do artista).

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Resenha: O Herói Perdido - Rick Riordan

O Herói Perdido (The Lost Hero) é o primeiro volume da série Os Heróis do Olimpo de Rick Riordan, continuação da série Percy Jackson e os Olimpianos.

A história começa quando Jason acorda em um ônibus de excursão escolar sem ter a menor ideia de onde está ou de quem é. Aparentemente ele tem uma namorada, Piper, e um melhor amigo, Leo. Ninguém parece perceber que há algo errado, exceto o treinador Hedge, que o responsável pelos alunos.

Após algumas reviravoltas, os três acabam chegando ao Acampamento Meio Sangue, que sofreu algumas modificações depois da guerra contra os Titãs. Lá, Piper e Leo são reclamados pelos seus pais deuses e fica-se sabendo que Jason é filho de Zeus e sabe falar latim.

Enquanto isso, outras coisas estão acontecendo no acampamento. O chalé de Hefesto parece estar sofrendo uma maldição após a morte de Beckendorf na guerra. E um campista está desaparecido, um tal de Percy Jackson. Além disso, a Grande Professia feita por Rachel logo após a derrota de Cronos começou a se cumprir.

Sete meios sangues responderão ao chamado
Em tempestade ou fogo, o mundo terá acabado.
Um juramento a manter com um alento final.
E inimigos com armas às Portas da Morte afinal.

Hera aparece a Jason e lhe dá uma missão: resgatá-la até o solstício dali três dias. Só então ela devolveria sua memória. Antes de sair em sua busca, ele recebe uma professia própria:

Filho do relâmpago, tome cuidado no chão,
Da vingança dos gigantes os sete nascerão,
A forja e a pomba devem abrir a cela,
E liberar a morte pela raiva de Hera.

Leo e Piper são escolhidos para acompanhá-lo.

Os três heróis encontram muitos percalços pelo caminho. Conhecem Bóreas e Éolo, enfrentam Medéia e o rei Midas, e recebem ajuda das Caçadoras de Ártemis.

Diferentemente da série Percy Jackson e os Olimpianos, esse livro não é narrado em primeira pessoa, no que eu acho que se perdeu um pouco de humor. A história é contada a cada momento pelo ponto de vista de um dos três personagens principais. Ainda assim, uma continuação brilhante com um novo elemento surpreendente.

O segundo livro da série, O Filho de Netuno, já foi lançado em inglês, mas ainda não foi traduzido. Vamos esperar que não demore muito.

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Resenha: O Mágico de Oz - L. Frank Baum

Esse clássico que foi adaptado para o cinema foi escrito por L. Frank Baum e tem como título original The Wizard of Oz. Foi o terceiro livro do autor e abriu caminho para uma série de histórias sobre Oz.

Dorothy é uma menina que vive com os tios no Kansas, onde a paisagem em volta da casa é descrita como uma grande pradaria cinza, e a vida é simples e tranquila. Até que a casa onde ela mora é levada por um tornado para uma terra distante e muito diferente.

Logo que chega, a menina é saudada por um povo chamado Munchkins (não sei se ou como foi traduzido para o português) por ter matado a bruxa má do leste quando a casa caiu sobre ela. Por isso, a menina recebe os sapatos de prata da bruxa.

Dorothy pergunta como fazer para voltar para o Kansas, mas ninguém ali sabe informar a ela. Porém, todos têm certeza de que o Grande Oz sabe. Para falar com ele, Dorothy terá de viajar com seu cachorro Toto pela estrada de tijolos amarelos até a Cidade de Esmeralda.

No caminho, ela encontra o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão, que também precisam pedir algo ao grande mago. Após algumas aventuras, os quatro chegam a seu destino. Mas os problemas não estavam resolvidos. Agora eles precisam provar que merecem o que foram pedir.

Além da trama principal, o livro é recheado de pequenas aventuras (suprimidas no filme) que não demoram a se resolver.

O filme foi feito em 1939, vinte anos depois da morte do autor e se tornou um clássico. Tem elementos muito parecidos e outros muito diferentes do livro. A primeira coisa que me chamou atenção foi a cor dos sapatos que Dorothy recebe: sempre achei que fossem de rubi, mas originalmente são de prata. Além disso, a bruxa má do oeste só aparece perto do meio do livro,e a bruxa boa do sul apenas no final. Outra coisa muito diferente, e aqui vai um spoiler, é que toda a aventura de Dorothy, real no livro, foi transformada em sonho por Hollywood.



Imagem do filme retirada de: http://tanyach.wordpress.com

sábado, fevereiro 11, 2012

Resenha: Ella Enfeitiçada - Gail Carson Levine

Esse livro encantador foi publicado em 1997 e tem como título original Ella Enchanted.

Pouco depois de nascer, Ella recebe um presente da fada Lucinda: o dom da obediência. Mas o que supostamente era um presente, acabou sendo uma maldição.

"Qualquer um podia me controlar com uma ordem. Tinha de ser um comando direto como 'Coloque um xale' ou 'Você tem que ir para a cama agora. Um desejo ou pedido não tinha efeito. Eu estava livre para ignorar 'Eu gostaria que você colocasse um xale' ou 'Por que você não vai para a cama agora?' Mas eu não tinha poder nenhum contra uma ordem.

Se alguém me dissesse para pular em um pé só por um dia e meio, eu teria de fazer isso. E pular em um pé só não era a pior comando que alguém podia me dar. Se você me mandasse cortar minha cabeça fora, eu teria de fazer isso.

Eu estava em perigo o tempo todo."

Ella vive relativamente tranquila com sua mãe e a cozinheira Mandy - seu pai, Sir Peter, era um comerciante e estava sempre viajando. A garota tenta constantemente resistir ao feitiço, mas a cada vez que demora a obedercer uma ordem, tem um terrível mal estar e acaba cedendo.

Como em outros contos de fada, a mãe da protagonista morre e no funeral, ela conhece o príncipe Charmont. Seu pai então a envia para uma escola de aperfeiçoamento social, um lugar onde ela aprenderia etiqueta, além de costurar, cantar e dançar.

Meses depois, seu pai vai à falência e decide casar de novo. Dame Olga, a futura esposa tem duas filhas já conhecidas (e não estimadas) de Ella. Quando descobre que seu marido não é mais rico, Dame Olga coloca-a para trabalhar entre os empregados da casa. Porém, esse não é o maior problema da moça. Sua nova família descobriu sobre sua obediência e tira proveito disso.

Em meio a tudo, Ella troca cartas com o príncipe, que está viajando, até que chega uma maravilhosa surpresa... Porém, havia muito em jogo, e ela prefere partir seu próprio coração a virar uma ameaça ao reino.

O príncipe retorna e a fim de que ele escolha uma noiva, serão realizados três noites de baile. Ella se atreveria a ir?

A história tem elementos inspirados em Cinderela como a madrasta, as duas irmãs, uma carruagem de abóbora e até os sapatinhos de vidro. Um romance fofo, com um pequeno toque de aventura e um traço bem humorado.

Baseado nesse livro, foi feito um filme (Uma Garota eEcantada) estrelado por Anne Hathaway. A história tem basicamente os mesmos personagens (na verdade, alguns a mais) e o mesmo cenário, mas o enredo é completamente diferente. Uma das suposições de Ella na história original foi usada para dar trama ao filme, que tem um tom mais de comédia do que o livro. Porém, um bom filme se você não esperar encontrar o que imaginou durante a leitura.

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Resenha: Avalon High - Meg Cabot

A história começa quando Ellie e sua família se mudam para Annapolis por seus pais estarem em ano sabático (de acordo com o livro, um ano que os professores ganham de tempos em tempos para se dedicarem, por exemplo, para escrever um livro, como é o caso dos pais da personagem). Ela não está realmente muito animada de começar o Ensino Médio em uma nova escola e passa os últimos dias das férias de verão flutuando na piscina da casa que seus pais alugaram.

O nome de Ellie é Elaine. Seus pais são professores de história medieval, e ela recebeu esse nome por causa de um poema medieval chamado Lady de Shallot, sobre uma moça chamada Elaine, que era apaixonada por Lancelot. Mas como ele era apaixonado pela Rainha Guinevere, ela acaba se suicidando.

Eu não me importo em quão bonito é o poema sobre ela. Não é exatamente legal ter recebido o nome de alguém que se matou por causa de um cara. Já mencionei isso aos meus pais algumas vezes, mas eles ainda não entenderam.

Até que um dia ela sai para correr em um parque e encontra um rapaz um pouco mais velho do que ela que sorriu ao vê-la. Sem saber porque, ela sorriu de volta. As aulas começaram em seguida e Ellie descobre que o rapaz é A. Willian Wagger, do time de futebol, namorado de Jennifer, animadora de torcida, e melhor amigo de Lance, também parte do time de futebol.

O enredo vai se desenrolando e Ellie e Will vão se tornando mais próximos sem saber como nem porquê. Até que ela começa a notar algumas semelhanças entre a própria história e a de seus amigos e a do Rei Arthur. Semelhanças demais.
Será que a história poderia se repetir como insiste seu professor de literatura mundial? E será que o papel dela realmente não aconteceu dessa vez? Ellie insiste não ser a Lady de Shallot, mas...

Com algumas reviravoltas, a vida de Will é colocada em perigo e ninguém sabe onde ele está. Ellie suspeita onde por ser, mas está ameçando cair uma enorme tempestade. Seria apenas uma tempestade, ou as forças das trevas tentando impedi-la?

Apesar de fatos semelhantes a outras obras de Meg Cabot, o livro traz, com uma escrita leve e bem humorada, um desenrolar e um desfecho não óbvio. Uma boa escolha de leitura para distrair a cabeça.

Só lamento que a continuação tenha sido lançada em mangás. Nada contra mangás especificamente, mas acho livros mais charmosos, por assim dizer.

quinta-feira, setembro 08, 2011

Resenha: Academia de Princesas - Shannon Hale

Aviso: contém spoilers

O cenário é o reino fictício de Danland (interessante pensar que o nome do primeiro rei foi "Dan", e sendo "land" terra...), mais especificamente em uma província rochosa e longínqua, o Monte Eskel. O cotidiano do local gira em torno da estração de um tipo de pedra chamada cantaria, e todos os habitantes estão, de alguma forma, ligados à pedreira. A única excessão a isso parece ser a pequena Miri, uma menina de catorze anos proibida pelo pai de trabalhar na pedreira.

Miri mora com o pai e a irmã mais velha, Marda. Sente-se inútil no vilarejo por apenas cuidar dos afazeres da casa e cuidar das cabras. Insiste com o pai para que a deixe trabalhar na pedreira como todos, porém ele não cede.
De tempos em tempos aparece uma caravana de mercadores para trocar as pedras extraídas por mantimentos a preços caros.

No momento em que a história começa, uma dessas caravanas está para chegar. Contudo, junto chega o mandatário-mor, trazendo uma mensagem do rei: os padres haviam feito um conclave e divisaram o local de onde viria a noiva do príncipe, o monte Eskel - para a surpresa de muitos em Danland. Por isso, é montada uma academia nos arredores da aldeia para preparar todas as moças de 12 a 17 anos para o encontro com o príncipe. Teriam um ano para se preparar, ao cabo do qual, sua Alteza escolheria uma delas. No começo, nem as meninas queriam ir, nem as famílias queria permitir, mas como era a lei, tiveram de concordar.

Em torno de 20 são levadas para a academia e ficam sob a tutoria de Olana, uma mulher estremamente rígida. Ali, devem aprender a ler, a dançar, além de regras de Conversação e Diplomacia, e algo sobre História e Comércio. A estudante que mais se destacasse seria considerada a princesa da academia e receberia um primoroso vestido para usar no baile em que conheceriam o príncipe.

O início dos estudos não é nem um pouco fácil, com pequenos erros e liberdades sendo punidos pela professora de modo veemente com palmatória, horas de reclusão em um quartinho completamente escuro e outras coisas do gênero. Após a primeira semana, todas estão ansiosas para voltar e passar um dia em casa, mas ao tentar ajudar uma das meninas, Miri se indispõe com Olana, e a tutora impede que elas voltem. Era a última chance delas antes de chegar o inverno rigoroso e as garotas acabam presas na academia por meses. Por isso e pela falta do convívio do trabalho na pedreira, Miri se sente longe das outras e assim, acaba passando os momentos livres estudando. Com o tempo, a convicência entre elas melhora, em parte unidas contra os castigos que recebem.

A primavera finalmente chega,  Olana aplica uma prova para ver quem poderá voltar para visitar os pais. Poucas passam. De um jeto muito original, todas se comunicam e decidem fugir e correr encosta acima até suas casas. Olana diz que se elas forem, não poderão voltar. De volta à aldeia, Miri encontra Peder, um amigo desde a infância que agora anda deixando-a sem graça apenas por estar por perto.

Terminado o feriado de primavera, as meninas devem decidir se tentarão voltar, ou não. Decidem tentar e surpreendem Olana ao se utilizar das regras de Diplomacia ensinadas por ela. Conseguem, inclusive, termos mais plausíveis para as aulas.

Miri começa a considerar a ideia de se tornar princesa. Poderia dar uma vida mais confortável para o pai e a irmã, sem que eles quase tivessem de passar fome no inverno, e ela poderia se sentir mais útil no que na aldeia. Mas casar com alguém da planície...? Outras também estavam considerando mais seriamente a possibilidade e uma certa competição se forma entre algumas.

Em meio a todas as coisas novas que Miri está aprendendo, duas chamam atenção:
Uma, ao ler o livro sobre comércio, descobre que a pedra de cantaria é muito mais valiosa do que seu povo podia imaginar, e ela sugere que eles cobrem mais caro pelo produto.
A outra nada tem a ver com os ensinamentos da tutora, mas com algo que a garota aprende sozinha. Ela sempre ouvira falar sobre a linguagem da pedreira, uma forma de se comunicar sem falar e que tinha a ver com a pedra de cantaria. A princípio é meio difícil entender o que a autora quer dizer com isso, mas conforme a história se desenrola, fica mais claro e apenas lendo o livro para entender.

O ano se passa e o aguardado/temido baile chega. Muitas coisas estão por acontecer. Quem será a princesa da academia? Como será o príncipe? Quem lhe chamará atenção? No fim, quem será a escolhida? Como seria deixar o Monte Eskel para morar na planície?

Quando parece que a narrativa terminará do mesmo modo mais ou menos tranquilo que começou, ocorre uma reviravolta na academia. Será que a linguagem da pedreira poderá salvá-las?

Ao contrário do que pode parecer ao ler a sinopse da capa do livro, o final certamente não é previsível e traz assuntos como sobre reconhecer onde está seu próprio valor, além de amizade, convivência, entre outros temas.

O lobo não vacila antes da mordida Então vai.
O falcão não hesita antes do mergulho Então vai.

terça-feira, setembro 06, 2011

Resenha: Percy Jackson - Os Arquivos do Semideus - Rick Riordan

Atenção: Contém spoilers

A saga Percy Jackson e os Olimpianos está toda narrada nos cinco livros que já comentei aqui. Porém, depois de O Último Olimpiano, foi lançado um livro extra: Os Arquivos de Semideus. Com três histórias de aventuras de Percy, um esquema da mala de Annabeth, algo sobre os doze olimpianos, entrevistas com alguns integrantes do Acampamento Meio Sangue, além do mapa do lugar.

A primeira história, Percy Jackson e a Quadriga Roubada, particularmente não gostei muito, me pareceu um pouco forçada a relação dele com Clarisse. A segunda, Percy Jackson e o Dragão de Bronze, tem um tom um pouco mais parecido com o dos cinco primeiros livros, e a terceira, Percy Jackson e a Espada de Hades, é ainda mais parecida.

Pelos diálogos dessas histórias, Os Arquivos de Semideus se passa entre A Batalha do Labirinto e O Último Olimpiano.

Em Percy Jackson e a Quadriga Roubada, Clarisse está em apuros quando recebe de Ares a tarefa de guiar uma quadriga de guerra e devolvê-la ao pôr do sol e seus dois irmãos imortais, Phobos e Deimos, resovem roubá-la dela. A contra gosto, Clarisse aceita a juda de Percy para reaver a quadriga no prazo dado pelo pai.

Sabe quando os professores ensinam que as palavras mágicas são por favor? Isso não é verdade. A palavra mágica é vomitar. Ela tira você da aula mais rápido do que qualquer coisa.

Corri pelas salas iluminadas por uma estranha luz azul-clara vinda dos tanques de exposição de peixes. Sépias, peixes-palhaços e enguias, todos me encararam à medida que eu passava correndo por eles.  Filho do deus do mar! Filho do deus do mar!, eu podia ouvir suas pequenas mentes sussurrarem. É ótimo quando lulas o consideram uma celebridade.

Percy Jackson e o Dragão de Bronze traz mais uma Captura da Bandeira. Porém, quando Percy e Beckendorf se afastam no bosque, encontram a cabeça de um dragão lendário do acampamento nas garras de formigas enormes e muito mal humoradas. O líder do Chalé de Hefesto acaba capturado, e Percy precisa da ajuda de Annabeth, Silena e um autômato imprevisível para resgatá-lo.

Percy Jackson e a Espada de Hades trata dos filhos dos Três Grandes levados ao Mundo Inferior por Perséfone para encontrar uma espada roubada. Apenas uma espada com o poder de aprisionar alguém no Mundo Inferior, ou libertar alguém de lá. No caminho encontram diversos personagens como Melione (deusa dos fantasmas) e Iápeto, o titã do oeste e pai de Atlas.

As entrevistas também trazem algumas coisas interessantes, mas o livro é claramente um satélite dos outros cinco.

sábado, setembro 03, 2011

Resenha: Percy Jackson - O Último Olimpiano - Rick Riordan

Atenção: Contém spoilers.

No último livro da saga, O Último Olimpiano (The Last Olympian), Percy inicia indo para uma missão ao lado do líder do chalé de Hefesto, Beckendorf, no navio de cruzeiro Princesa Andrômeda. Porém, as coisas não saem como esperado: eles descobrem haver um espião entre eles e um amigo é perdido. De volta ao Acampamento, Percy é o portador das péssimas notícias. Finalmente é revelado a ele a Grande Profecia:


Um meio-sangue, dos deuses antigos filho
Chegará aos dezesses apesar de empecilhos
Num sono sem fim o mundo estará
E a alma do herói, a lâmina maldita ceifará
Uma escolha seus dias vai encerrar
O Olimpo preservar ou arrasar.

Enquanto isso, Podeidon está travando sua própria guerra no fundo do mar contra Oceano. Os outros deuses estão tentando conter o monstro Tifão, que está causando um rastro de destruição do Monte Santa Helena (no leste norte-americano) em direção a Manhattan. Contudo, o máximo que estão conseguindo é atrasá-lo um pouco. Hades, ao lado de Perséfone e Deméter, julga-se seguro no Mundo Inferior.

No fim do quarto livro, Nico aparece para dar uma ideia a Percy que seria a única maneira de vencer Cronos. Agora ele está de volta para cobrar uma resposta definitiva. Percy acaba concordando, e os dois viajam para conhecer May Castellan, mãe de Luke e descobrir um pouco mais sobre o passado do inimigo. Depois viajam para o Mundo Inferior, onde são enganados por Hades, conseguem fugir e finalmente executam o plano.

A batalha final está quase começando, e Percy chama os amigos da Acampamento para defender  o Olimpo. Todos respondem... menos o Chalé de Ares, por causa de uma briga com o Chalé de Apolo.

À noite, o exército de Cronos ataca Manhattan. Percy consegue a ajuda dos rios East e Hudson com o pagamento de um dólar de areia. Quando os pontos estratégicos da cidade estão sendo guardados, as Caçadoras de Ártemis também aparecem.

O Minotauro volta, dessa vez com armadura completa, além de outras figuras da mitologia grega como o titã Prometeus, o jarro de Pandora (não, não é uma caixa), a porca Camoniana (nunca derrotada por nenhum herói), entre outros.

Em determinado momento Quíron aparece trazendo os Pôneis de Festa para auxiliar a defesa do Olimpo. A sra. O'Leary também vaga por ali. Até a mortal Rachel consegue atravessar as barreiras que estão isolando Nova York e chega para dar a Percy uma mensagem: Você não é o herói. Mas o exército do Senhor do Tempo continua avançando.

Quando tudo já está quase perdido, e eles recuam sem condições para ainda proteger a cidade, encontram no Olimpo a única deusa que ainda está lá: Héstia, o último olimpiano, deusa da lareira, do lar.

-Héstia - disse eu - Eu lhe dou isso como oferenda.
A deusa inclinou a cabeça.
-Sou a menor entre os deuses. Por que o confiaria a mim?
-Você é o último dos olimpianos, - disse eu - e o mais importante.
-E por que motivo, Percy Jackson?
-Porque a esperança sobrevive melhor no seio do nosso lar - disse eu - Guarde-a para mim, e eu não tornarei a me sentir tentado a desistir.

O bom humor de Rick Riordan está mais presente nesse livro do que em A Batalha do Labirinto. Com muitas cenas de ação e um desfecho surpreendente, um ótimo final para a saga.

domingo, agosto 21, 2011

Resenha: Percy Jackson - A Batalha do Labirinto - Rick Riordan

Atenção: Contém spoilers.

Quarto livro da saga Percy Jackson e os Olimpianos, em inglês, The Battle of the Labyrinth. Mais uma vez, Percy vai começar uma nova escola, mas dessa vez, antes das férias de verão, ele deve passar por uma visita de orientação. Após enfrentar líderes de torcida monstruosas com a ajuda de uma mortal, fugir após explodir a sala de música, ele se encontra a salvo com Annabeth de volta ao Acampamento Meio-Sangue... ou não.

Depois de ficar sabendo que o Olimpo continua ativo no alto de Empire State Building, que Atlas continua segurando o céu em São Francisco e que a entrada para o Mundo Inferior fica em Los Angeles, o que é descobrir que o Labirinto criado por Dédalo e que abrigava o Minotauro não só ainda existe, mas com o tempo criou vida própria e se alastrou por todos os Estados Unidos? E ainda por cima que tem uma entrada dentro do Acampamento com a qual Luke pretende invadir o lugar?

Tyson, o meio-irmão ciclope de Percy está de volta, além de agora o Acampamento ter mais dois integrantes: Quintus, um meio-sangue adulto e seu animalzinho de estimação: um cão infernal do tamanho de um tanque que atende pelo nome de Sra. O'Leary.

Annabeth finalmente recebe sua própria missão: encontrar Dédalo e convencê-lo a não ajudar as tropas de Cronos. Curiosamente, ela não revela a profecia inteira que recebeu do Oráculo. Com a ajuda de Percy, Tyson e Grover, ela entra no labirinto. Grover também tem sua própria missão: encontrar Pã, com o risco de ser exilado se falhar.

Encontrando pelo caminho, Briareu - centimano -, Campe com suas cemitarras, o fantasma do rei Minos desencaminhando um jovem semi-deus, recrutando uma mortal - Rachel -. eles percorrem o país pelos túneis subterrâneos à procura da Oficina de Dédalo. Além de brigar com uma esfinge e explodir o vulcão Santa Helena acordando o pior montro de todos, mandando um bando de telquines pelos ares de brinde.

Quando finalmente encontram a Oficina, se deparam com uma revelação extraordinária. Na volta para Nova Iorque, encontram as ruínas do palácio do rei dos titãs reerguidas. Na fuga, encontram o deus perdido.

Voltando afinal ao ponto de partida, têm de se preparar para a batalha que se aproxima. Será que o Acampamento Meio-Sangue conseguirá se defender?

O quarto livro é menos pontuado de humor do que os que o precederam, com mais cenas de ação. Ainda assim, uma continuação muito criativa, com desfechos inesperados.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Resenha: Percy Jackson - A Maldição do Titã - Rick Riordan

Atenção: Contém spoilers.
 
No terceiro livro da saga, A Maldição do Titã (The Titan's Curse), Percy está a caminho de uma escola acompanhado de outras duas meio-sangues, Annabeth e Thalia. Grover os chamara porque acreditava ter encontrado mais dois semi-deuses, Bianca e Nico Di Angelo.

A filha de Atenas desaparece em uma batalha com um manticore na tentativa de resgatar os dois irmãos. Um grupo muito peculiar de donzelas com arcos e flechas de prata aparece para ajudar: As Caçadoras, protegidas da deusa Ártemis.

A deusa pressente a presença de um monstro muito antigo e sai em seu encalço, deixando suas Caçadoras aos cuidados do Acampamento Meio-Sangue, a contragosto de sua tenente, Zoë.

Após mais uma profecia dada pelo oráculo hippie, duas Caçadoras, Zoë Doce-Amarga e, quem diria, Bianca Di Angelo e dois campistas, Thalia e Grover, seguem em uma missão para resgatar Ártemis, que parece ter sido aprisionada (sim, aparentemente, deuses gregos também podem ser sequestrados).

Percy as segue clandestinamente esperando também poder encontrar Annabeth e completa os cinco da profecia.

Com alguma ajudinha de Apolo, de um javali enorme e irritado enviado por Pã, encontrando no meio do caminho um gigantesco ferro velho dos deuses e esqueletos incansáveis e com o General tentando matá-los, eles seguem sua jornada.

A oeste, cinco buscarão a deusa acorrentada,
Um se perderá na terra ressecada
A desgraça do Olimpo aponta  trilha,
Campistas e Caçadoras, cada um, brilha,
A maldição do Titã um deve sustentar,
E, pela mão do pai, um irá expirar.

quarta-feira, julho 27, 2011

Resenha: Percy Jackson - O Mar de Monstros - Rick Riordan

Aviso: contém spoilers


Percy Jackson está de volta em seu segundo livro, O Mar de Monstros (The Sea Of Monsters). Agora com um sonho estranho com seu melhor amigo, o sátiro Grover, "comprando" um vestido de noiva enquanto é perseguido por um ciclope. Para melhorar, as fronteiras do Acampamento Meio-Sangue estão enfraquecidas pelo envenenamento da árvore de Thalia, filha de Zeus.

Após jogar queimada com gigantes e bolas de fogo, Percy sai clandestinamente com seu meio-irmão Tyson e Anabeth para uma jornada épica para resgatar Grover e salvar o acampamento. Tudo isso com uma ajudinha de Hermes.

Para isso, precisam enfrentar o Mar de Monstros, que originalmente era no Mediterrâneo, mas como todo o resto da mitologia grega, acompanha o desenvolvimento da civilização ocidental e agora está acampado nos EUA. É, nada mais, nada menos, que o Triângulo das Bermudas.

Semelhanças com a Odisséia de Homero não são por acaso. Desde a feiticeira Circe e a briga entre o cíclope Polifemo e Ninguém, até Penélope desmanchando seu trabalho continuamente para evitar um casamento (agora em uma versão com chifres e bernas de bode...).

Os inimigos avançam e Cronos está se reerguendo do Tártaro. Animador...

O livro termina de um jeito surpreendente e inesperado, um remédio que faz efeito demais e dá um novo caminho para uma profecia se cumprir.

Das pronfudezas do Tártaro, Cronos provoca:
"Polifemo está sentado cego em sua caverna, jovem herói, acreditando que obteve uma grande vitória. Será que você está menos iludido?"

quinta-feira, julho 14, 2011

Resenha: Percy Jackson - O Ladrão de Raios - Rick Riordan

Aviso: Contém spoilers

Livro conhecido no original como The Lightning Thief. É o primeiro de uma série de cinco livros chamada Percy Jackson e os Olimpianos.

Todo o mundo mitológico grego parece estar vivo e acampado nos Estados Unidos. O Olimpo fica no andar número 600 do Empire State Building, a entrada para o Mundo Inferior, em Los Angeles. Fora os vários monstros gregos (minotauros, medusas, fúrias e por aí a fora) circulando por aí.

Percy Jackson inicia a história sem saber de nada disso. Coisas estranhas (e perigosas) acontecem com ele, foi expulso de seis escolas nos últimos seis anos, tem dislexia e transtorno de déficit de atenção.

Depois disso, ele é perseguido por um minotauro, sua mãe desaparece, ele acaba em um acampamento para semideuses (Acampamento Meio-Sangue). Ah, sim, ele também é acusado de roubar a arma mais poderosa do mundo, o que está ameaçando causar uma guerra descomunal entre dois dos mais poderosos deuses. 

Por isso Percy sai em busca da tal arma (apenas o raio mestre de Zeus) para devolvê-la e acabar com o problema. Mas há um prazo: o solstício de verão dali dez dias.

A história é polvilhada de humor o tempo todo. Não o tipo que irá fazê-lo gargalhar por cinco minutos, é mais sutil, uma risadinha leve, porém constante. Trata-se de um humor mais irônico do que pastelão.

Corrida? Eu também não era bom. As instrutoras, as ninfas do bosque, me faziam comer poeira. Disseram-me para não me preocupar com isso. Tiveram séculos de prática fugindo de deuses apaixonados. Mas ainda assim era meio humilhante ser mais lento que uma árvore. Pg. 115

E a última sentença - eu fracassaria em salvar o que mais importa. Que tipo de Oráculo me mandaria em uma missão e me diria, Ah, a propósito, você vai se dar mal. Pg 150
Um bom livro para melhorar a tarde tediosa de domingo, para esquecer o livro chato de Bioquímica, ou pra curtir a qualquer hora.