sexta-feira, agosto 19, 2011

Everwood - Last Looks

O coração é frágil, por isso o protegemos com tanto rigor. Nós o abrimos tão raramente e então por que significa tanto quando o fazemos? Alguns corações são mais frágeis que outros, puros de certa forma, como cristal num mundo de vidro… Até a maneira que se despedaçam é bonita.

Everwood - Last Looks - Season 2, Episode 41

quarta-feira, agosto 17, 2011

Morre lentamente

Morre lentamente,
quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente,
quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.


Morre lentamente ,
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente,
quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente,
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco e
os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente,
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece,
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.


Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.


Pablo Neruda

terça-feira, agosto 16, 2011

Poesia

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.


Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, agosto 15, 2011

I belong to me - Musical Sissi

I will not give up my own self
Just to be with you
I will not be glad just to do
What I'm told to do
I'm not meant to be your property
No, I belong I me

If I want to reach for the stars
You can't hold me back
I want to take chances
Far off from the beaten track
Don't force me to be what I can't be
I belong to me

If you try to tame me
I will not obey
I'd rather leave you alone
If you try to change me
I must break away
To be what I am on my own
 
I'm freezing, I'm burning
I live without compromise
I'm growing, I'm learning
I'm ready to pay the price
I know it's not easy to be free
But I belong to me

I hate to be burdened
With duties that I despise
You know I can't stand
To be watched by a thousand eyes
I flee from the crowd in agony
I just belong to me
 
If you want to keep me
Don't hold me so tight
I can't give my life for your love
If you want to break me
I'll not even fight
I'll just fly away like a dove

I'm here when you need me
I live and I die with you
I'll share all your troubles
I'll laugh and I'll cry with you
You can blame me and bless me
But you cannot possess me
'Cause I belong to me
To me!


domingo, agosto 14, 2011

Procura da Poesia

Chega mais perto e contempla as palavras
Cada uma
Tem mil faces secretas sob a face neutra

A Rosa do Povo - Carlos Drummond de Andrade

sábado, agosto 13, 2011

Motivo da Rosa

Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.

Rosas verás, só de cinza franzida,
mortas intactas pelo seu teu jardim.

Eu deixo aroma até nos meus
[espinhos,
ao longe, o vento vai falando em [mim.

E por perder-me é que me vão lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.


Cecília Meireles

sexta-feira, agosto 12, 2011

Armas

-Qual a mais forte das armas
A mais firme, a mais certeira?
a lança, a espada, a clavina,
Ou a funda aventureira?
A pistola? O bacamarte?
A espingarda, ou a flecha?
O canhão que em praça forte
Faz em dez minutos brecha?
-Qual a mais firme das armas?
O terçado, a fisga, o chuço,
O dardo, a maça, o virote?
O punhal, ou o chifarote?...
A mais tremenda das armas,
Pior que a durindana,
Atendei meus bons amigos:
Se apelida: - a língua humana!

Fagundes Varela

quarta-feira, agosto 10, 2011

Ontem - A Rosa do Povo

Até hoje perplexo
ante o que murchou
e não eram pétalas.

De como este banco
não reteve forma,
cor ou lembrança.

Nem esta árvore
balança o galho
que balançava.

Tudo foi breve
e definitivo.
Eis está gravado

não no ar, em mim,
que por minha vez
escrevo, dissipo.


Carlos Drummond de Andrade - Ontem (A Rosa do Povo)

terça-feira, agosto 09, 2011

Citação - Crônicas de Nárnia [2]

A neve agora derretia-se pra valer; tapetes de relva  começavam a surgir em todas as direções. Se você nunca viu um mundo de neve por tanto tempo, como Edmundo, não poderá compreender o alívio que eram aquelas manchas verdes, depois de grandes e brancas solidões.
Crônicas de Nárnia; O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa - C. S. Lewis

segunda-feira, agosto 08, 2011

Citação - Crônicas de Nárnia

Longe, perto da linha do horizonte, o céu se acinzentava. Movia-se uma aragem leve e refrescante. O céu naquele ponto tornava-se gradualmente mais pálido. Já se viam formas de colinas recortadas contra eles.
Crônicas de Nárnia, O Sobrinho do Mago - C. S. Lewis

domingo, agosto 07, 2011

Palavras...

Busca palavras límpidas e castas,
Novas e raras de clarões ruidosos,
Dentre as ondas mais pródigas, mais vastas
Dos sentimentos mais maravilhosos.
Cruz e Souza

sábado, agosto 06, 2011

Mais Citações - Percy Jackson, A Maldição do Titã

Atenção: contém spoilers
Será que um pai olimpiano podia voltar-se contra um filho meio-sangue? Será que às vezes era mais fácil simplesmente deixá-los morrer? Se havia meios-sangues que precisavam se preocupar com isso, esses eram Thalia e eu. Perguntei-me se, afinal, não deveria ter enviado a Poseidon aquela gravata com estampa de conchas como presente do Dia dos Pais. Pg. 105

 
Cavalgamos o javali até o pôr do sol, que era o máximo que meu traseiro podia suportar. Imagine cavalgar uma escova de aço gigante sobre um leito de cascalho o dia todo. Cavalgar javalis era confortável assim. Pg. 182

-Por que tudo cheira a pastilhas para a garganta? - perguntei
-Eucalipto. - Zoë apontou para as árvores imensas em toda a nossa volta
-Aquela coisa que os coalas comem?
-E os monstros. - disse ela - Eles adoram mastigar as folhas. Especialmente o dragões.
-Os dragões mastigam folhas de eucalipto?
-Acredite em mim - disse Zoë - se vós tivésseis hálito de dragão, também mastigaríeis eucalipto.
Pg.256

sexta-feira, agosto 05, 2011

Citações - Percy Jackson, A Maldição do Titã

Atenção: contém spoilers

Ele continuou fazendo perguntas: Eu brigava muito com Thalia, já que ela era filha de Zeus? (A essa não respondi.) Se a mãe de Annabeth era Atena, a deusa da sabedoria, então por que Annabeth fez a bobagem de cair do precipício? (Esforcei-me para não estrangular Nico por causa dessa pergunta.) Annabeth  era minha namorada? (A essa altura, eu já estava pronto para enfiar o garoto num saco com gosto de carne e lançá-lo para os lobos.) Pg. 44

Milhares de anos atrás, após a grande guerra entre os titãs e os deuses, os quais o [Cronos] haviam cortado em pedacinhos com sua própria foice e espalhado os pedaços no Tártaro – que é, assim, uma espécie de lixeira reciclável e sem fundo em que os deuses jogam seus inimigos. [...] Cronos podia influenciar as pessoas com sonhos e enganá-las, mas eu não via como ele poderia sobrepujar Ártemis fisicamente, se ainda era uma espécie de pilha de adubo do mal. Pgs. 84 e 85

Fincamos nossa bandeira no topo do Punho de Zeus – um grupo de pedras no meio do bosque, a oeste, que, se você olha do ângulo certo, parece um imenso punho emergundo do chão. Se olhar para ele de qualquer outro ponto, parece uma pilha de gigantescos cocôs de alce, mas Quíron não nos deixava chamar o lugar de Pilha de Cocô, principalmente depois de ter sido batizada em homenagem a Zeus, que não tem lá um senso de humor dos melhores. Pg. 91

terça-feira, agosto 02, 2011

Citação - Umberto Eco

[...] enquanto ouvia na escuridão uma sequência de murmúrios, rangidos e chiados - e pedia a mim mesmo para manter a calma porque aquela era a maneira pela qual os museus, as bibliotecas, os palácios antigos conversam à noite, apenas velhos armários que assentam, molduras que rangem à umidade vespertina, rebocos avariados que trincam, um milímetro em cada século, muralhas que bocejam.

O Pêndulo de Foucault - Umberto Eco

segunda-feira, agosto 01, 2011

Resenha: Percy Jackson - A Maldição do Titã - Rick Riordan

Atenção: Contém spoilers.
 
No terceiro livro da saga, A Maldição do Titã (The Titan's Curse), Percy está a caminho de uma escola acompanhado de outras duas meio-sangues, Annabeth e Thalia. Grover os chamara porque acreditava ter encontrado mais dois semi-deuses, Bianca e Nico Di Angelo.

A filha de Atenas desaparece em uma batalha com um manticore na tentativa de resgatar os dois irmãos. Um grupo muito peculiar de donzelas com arcos e flechas de prata aparece para ajudar: As Caçadoras, protegidas da deusa Ártemis.

A deusa pressente a presença de um monstro muito antigo e sai em seu encalço, deixando suas Caçadoras aos cuidados do Acampamento Meio-Sangue, a contragosto de sua tenente, Zoë.

Após mais uma profecia dada pelo oráculo hippie, duas Caçadoras, Zoë Doce-Amarga e, quem diria, Bianca Di Angelo e dois campistas, Thalia e Grover, seguem em uma missão para resgatar Ártemis, que parece ter sido aprisionada (sim, aparentemente, deuses gregos também podem ser sequestrados).

Percy as segue clandestinamente esperando também poder encontrar Annabeth e completa os cinco da profecia.

Com alguma ajudinha de Apolo, de um javali enorme e irritado enviado por Pã, encontrando no meio do caminho um gigantesco ferro velho dos deuses e esqueletos incansáveis e com o General tentando matá-los, eles seguem sua jornada.

A oeste, cinco buscarão a deusa acorrentada,
Um se perderá na terra ressecada
A desgraça do Olimpo aponta  trilha,
Campistas e Caçadoras, cada um, brilha,
A maldição do Titã um deve sustentar,
E, pela mão do pai, um irá expirar.