sexta-feira, abril 06, 2012

Resenha: Ever - Gail Carson Levine

Pouco depois de nascer, Olus, o deus dos ventos, da cidade de Akka, ouve do deus do destino: "Olus não terá felicidade até que ele ganhe o que não pode manter."

Kezi  é uma menina da cidade de Hyte. Aos sete anos é salva foi sua tia Fedo quando uma cobra tentava picá-la. Ao agradecer, seu pai diz: "Fedo, estamos em débito com você para sempre." Kezi sem se lembra do texto sagrado de Admat, o deus cultuado na cidade, que diz:
"Uma dívida não paga é uma ferida aberta,
Admat a fará supurar."

Olus, de longe o mais jovem entre os deuses de Akka cresce solitário. Aos dezessete anos, ele decide viver entre os mortais e, para não ser reconhecido, vai para outra cidade, Hyte. Acaba se tornando um pastor de cabras em uma terra que pertence a Senat, pai de Kezi. Com seus olhos de deus, ele observa a família e se afeiçoa a eles.

Pouco depois, Merem, mãe de Kezi, fica muito doente. Tentando salvá-la, Senat faz um voto a Admat: Se ela fosse curada, ele sacrificaria quem primeiro o saudasse pela recuperação da esposa. De acordo com o texto sagrado, se Merem vivese e ninguém o saudasse por três dias, o voto não precisaria ser cumprido.

Ela se recupera e a família toma cuidado para que ninguém fale com Senat. Mas algo escapa ao controle deles, e Fedo entra na casa para felicitá-lo pela saúde restabelecida da esposa. Sem pensar, antes que a tia faça isso, Kezi se apressa e o felicita primeiro.

A família se desespera, Olus, que assistia a tudo, fica estarrecido. Resignada, Kezi pede a Admat mais um mes de vida.

Olus pensa em um jeito de salvar a moça, mas para isso, precisa se aproximar dela. Uma vez isso conseguido, Kezi precisará se tornar uma heroína, e o deus precisará enfrentar seu grande medo para que ela tenha uma chance.

A capa do livro é linda, assim como todas dessa coleção da Harper Collins e o ritmo do texto é gostoso de ler. Mesmo assim, não gostei muito do enredo - não vou dizer o motivo porque seria spoiler demais. Digamos apenas que prefiro os outros três livros que li da Gail Carson Levine. Eu procurei, porém não encontrei a tradução desse livro no Brasil, então coloquei o título em inglês mesmo.

"O destino... pode... ser... frustrado. Eu... espero.... por... um final feliz." - Puru, deus do destino

quinta-feira, abril 05, 2012

Piratas do Caribe - Citação

E agora, tragam-me o horizonte. - Jack Sparrow

Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra

quarta-feira, abril 04, 2012

A Pirâmide Vermelha - Citação

Sadie também não havia mudado muito desde o último verão.
[Ela está aqui do meu lado enquanto gravo, olhando para mim de cara feia, por isso acho melhor tomar cuidado ao descrevê-la.]
[...]
[Bem, ela não me bateu, o que significa que devo ter feito um bom trabalho ao descrevê-la.]

A Pirâmide Vermelha - As Crônicas dos Kane, vol. 1
Rick Riordan

terça-feira, abril 03, 2012

Resenha: A Pirâmide Vermelha - Rick Riordan

"O que você vai ler neste livro é a transcrição de um registro digital. Em certos pontos, a qualidade do áudio era ruim, por isso algumas palavras e frases representam o melhor palpite do autor. Sempre que possível, ilustrações de símbolos importantes mencionados na gravação foram adicionadas. Ruídos de fundo, como os de xingamentos, agressões e tabefes entre os dois locutores, não foram transcritos. O autor não assegura a autenticidade do registro. Parece impossível que seja verdade o que dizem os dois jovens narradores, mas você, leitor, deverá decidir por si."

A Pirâmide Vermelha é o primeiro volume de uma nova série de Rick Riordan, As Crônicas dos Kane. A história é narrada em primeira pessoa alternadamente pelos dois protagonistas. Desta vez, o pano de fundo é a mitologia egípcia.

No natal, Carter e Sadie Kane são levados pelo pai ao British Museum à noite. Ele dizia que faria "tudo voltar a ser como era". Mas os jovens logo veem que alguma coisa saiu errada quando a Pedra de Roseta explode e surge um homem envolto em chamas que faz seu pai desaparecer sob o chão. Sem contar dois estranhos que aparecem logo em seguida querendo matá-los e um inspetor de polícia se negando a acreditar na história deles e acusando Julius Kane de terrorismo.

O tio deles então os leva para uma mansão no Brooklin onde, teoricamente, estariam protegidos. Lá é o Vigésimo Primeiro Nomo da Casa da Vida, uma organização milenar dos magos egípcios.

Mais percalços pelo caminho, a mansão é destruída e os irmãos vão parar no Primeiro Nomo, localizado no Cairo. Lá, seu treinamento em magia começa, mas é brusca e quase instantaneamente interrompido quando os dois são acusados de abrigarem deuses dentro de si.

Como se não bastasse, em meio a tudo isso, o cara das chamas, também conhecido como deus Set, planeja destruir a América do Norte. Com a ajuda de Bastet, a deusa gata, Carter e Sadir viajam a procura de um jeito de impedir o deus vermelho e salvar o pai.

Ao longo do caminho, enquanto fogem dos magos da Casa da Vida e procuram ingredientes para seu plano, eles vão descobrirndo detalhes da misteriosa morte da mãe anos antes, ficam sabendo mais sobre a origem de sua família e as implicações de tudo isso. E, ao perceber que estão mais acompanhados do que pensavam, encontram um poder que não podiam imaginar.

Rick Riordan acertou mais uma vez na fusão de uma mitologia antiga com o contexto atual. O texto é dinâmico, os acontecimentos vão se sucedendo em um ritmo sensacional. Os personagens também são ótimos, destaque para um babuíno chamado Khufu e um crocodilo chamado Filipe da Macedônia.

segunda-feira, abril 02, 2012

A Princesa Celta - Citação [2]

Os grandes olhos verdes, iguais aos da mãe, lembra­vam as florestas da Irlanda e os cabelos, muito negros, faziam-no recordar as longas noites do Kerry sem luar. A pele branca, lisa e macia enrubescia com facilidade, mas não tinha uma aparência frágil. Era alta e mantinha uma postura valente, apesar da feminilidade e juventude transbordante.

A Princesa Celta - Margo Maguire

domingo, abril 01, 2012

Pata da Gazela - Citação [4]

Agora na calada da noite, em sua alcova que lhe parecia um ermo, ela tinha medo do isolamento em que se achava. Algumas vezes sua alma sentia-se como asfixiada pelo silêncio e pela treva que a  submergiam.

Pata da Gazela - José de Alencar

sábado, março 31, 2012

Resenha: A Estratégia da Lagartixa, Uma viagem pelos bastidores da medicina - Dário Vianna Birolini

Esse livro de título curioso foi escrito pelo cirurgião Dário Vianna Birolini. A primeira vista parecem causos contados em uma ordem cronológica desde a entrada de um jovem na faculdade de medicina até depois da sua entrada no mercado de trabalho. Embora escrito em primeira pessoa, o autor avisa que não se trata de uma obra autobiográfica, mas composto de histórias tanto que viveu quanto que ouviu de várias pessoas.

Porém, a exposição de eventos desconexos tornaria a narrativa muito enfadonha. Assim, pensei em escrever, em sequêmcia cronológica, sobre a formação e o dia a dia de um médico, enquanto relato um pouco a nossa rotina, tantas vezes imaginada de forma diferente, romântica.

Na Introdução, é mostrado o motivo do título e o objetivo do livro: desmistificar a imagem infalível e super heróica do médico.

Desculpe-me, leitor, mas pretendo decepcioná-lo contantemente.
Sabe aquele médico de família excelente, solícito e que sempre acerta? Ele também já teve o seu primeiro paciente. Sofre as angústicas, dúvidas, medos e fraquezas do nosso dia a dia. Engana-se. Fica doente, alimenta-se e possui as mesmas necessidades fisiológicas que todos nós.

Mostrando que médicos, como todo ser humano, podem errar, ficam doentes e, pasmem, se cansam e precisam dormir - inclusive nos plantões.

A escrita é leve, bem humorada e não tem uso de jargões médicos. Nesse tom, traz reflexões importantes ao longo do caminho sobre a formação médica, as novas faculdades de medicina, a exploração da medicina e convênios por vezes parecendo sabotar a atuação médica, a diferença entre complicação e erro médico, o surgimento da medicina defensiva.

O livro é simplesmente uma delícia de ler, e certamente não vai agradar apenas a quem é da área médica.

Deixo algumas citações só para dar um gostinho:

[Bandejão Lavoisier] Brincávamos que os cozinheiros eram adeptos da teoria de que nada se perde e tudo se transforma, principalmente quando o cardápio da semana incluía, consecutivamente, bife, estrogonofe e carne moída...

Nunca me deixariam picar a primeira veia numa criancinha ou em alguém fazendo quimioterapia. Como eu não possuía a habilidade daqueles auxiliares que acham veia até em orelhão telefônico, me indicaram um senhor que possuía vasos extremamente dilatados e visíveis.

Quando solicitamos uma pizza e ela demora a chegar, esfria e acaba com nosso prazer de comê-la quentinha. Entretanto, quanto mais rápida ela chegar, maiores serão as chances de o entregador cometer maluquices no trânsito e recebermos uma "meia oito queijos e meia sem recheio". Também detestamos isso.

-Todo dia morre um motociclista e se quebram outros tantos, mas sempre, sempre a culpa é de uma mulher que os fechou!
Independentemente do tipo de acidente, a culpa nunca é deles. Outra pergunta que faço é se, apesar de terem sido fechados pela tal mulher hipotética, estavam dirigindo muito rápido ou de forma imprudente
A resposta é uma negativa em 100%. Fantástico! Tudo indica que, ao contrário do que eu imaginava, os acidentes só ocorrem com motobóis prudentes e vagarosos em razão de mulher barbeira?

As pessoas precisam tomar cuidado com essa associação [o que é natural é bom]. Cocaína, tabaco e fezes têm origem natural, mas, se ingeridos, fazem mal. E qual água é mais saudável: a dos rios ou a engarrafada? De vez em quando é preciso refletir.

sexta-feira, março 23, 2012

Encomenda

Desejo uma fotografia
como esta - o senhor vê? - como esta:
em que para sempre me ria
com um vestido de eterna festa.

Encomenda - Cecília Meireles

quinta-feira, março 22, 2012

Pata da Gazela - Citação [3]

Ocupada em dispor as xícaras para enchê-las, os gestos sempre macios da moça revelavam uma certa crispação nervosa.

A Pata da Gazela - José de Alencar

terça-feira, março 20, 2012

Sobre Histórias de Fadas - Citação [8]



São precisamente o colorido, a atmosfera, os inclassificáveis detalhes individuais de uma história e, acima de tudo, o teor geral que dotam de vida os ossos não dissecados do enredo, que realmente fazem a diferença.

Sobre Histórias de Fadas - J. R. R. Tolkien

quinta-feira, março 15, 2012

Eragon - Citação

Um feixe de luz solitário caía sobre ele, iluminando partículas de poeira douradas que flutuavam no ar.

Eragon - 1º volume do Ciclo da Herança
Christopher Paolini


Imagem retirada de: http://hypescience.com

terça-feira, março 13, 2012

Sobre Histórias de Fadas - Citação [7]

Primeiro de tudo: se forem escritas com arte, o valor primordial das histórias de fadas será simplesmente aquele valor que, por ser literatura, compartilham com outras formas literárias. Mas as histórias de fadas também oferecem, em grau ou modo peculiar, estas coisas: Fantasia, Recuperação, Escape, Consolo - todas elas coisas de que as crianças em regra precisam menos do que os mais velhos. Hoje a maioria delas é muito comumente considerada nociva para todos.
Sobre Histórias de Fadas - J. R. R. Tolkien

terça-feira, março 06, 2012

Sobre Histórias de Fadas - Citação [6]


O consolo das histórias de fadas, a alegria do final feliz, ou mais corretamente da boa catástrofe, da repentina “virada” jubilosa (porque não há um final verdadeiro em qualquer conto de fadas), essa alegria, que é uma das coisas que as histórias de fadas conseguem produzir supremamente bem, não é essencialmente “escapista” nem “fugitiva”. Em seu ambiente de conto de fadas - ou de outro mundo - ela é uma graça repentina e milagrosa: nunca se pode confiar que ocorra outra vez. Ela não nega a existência da discatástrofe, do pesar e do fracasso: a possibilidade destes é necessária à alegria da libertação. Ela nega (em face de muitas evidências, por assim dizer) a derrota final universal, [...]

Sobre Histórias de Fadas - J. R. R. Tolkien

segunda-feira, março 05, 2012

Senhora - Citação [3]

Bem reconheço a mão de Aurélia. Sinto o aroma que exala da sua beleza.

Senhora - José de Alencar

quinta-feira, março 01, 2012

A Viuvinha - Citação



As mãozinhas distraídas da menina roçavam apenas pelo teclado, fazendo soar uns ligeiros arpejos que serviam de acompanhamento a uma conversa em meia voz.

A Viuvinha - José de Alencar